quarta-feira, 24 de junho de 2015

a vida desa população

Povos ribeirinhos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
População ribeirinha no Pará. Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Povos ribeirinhos é uma população tradicional que residem nas proximidades dos rios e têm a pesca artesanal como principal atividade de sobrevivência. Cultivam pequenos roçados para consumo próprio e também podem praticar atividades extrativistas.1
As populações tradicionais, entre elas os ribeirinhos, foram reconhecidas pelo Decreto Presidencial nº 6.040, assinado em 7 de fevereirode 2007, nele o governo federal reconhece, pela primeira vez na história, a existência formal de todas as chamadas populações muitos tradicionais.
Ao longo dos seis artigos do decreto, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT), o governo amplia o reconhecimento que havia sido feito parcialmente, na Constituição de 1988, aos indígenas e aos quilombolas.
Assim, todas as políticas públicas decorrentes da PNPCT beneficiarão oficialmente o conjunto das populações tradicionais, incluindo ainda faxinalenses (que plantam mate e criam porcos), comunidade de "fundo de pasto", geraizeiros (habitantes do Sertão), pantaneiros, caiçaras (pescadores do mar), ribeirinhos, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco de babaçu e ciganos, entre outros.
Segundo o Joshua Project, os povos ribeirinhos no Brasil somam umas 6.513.000 pessoas

a pesca desses povos

25_MHG_alagadas2.jpg (720×460)

sábado, 20 de junho de 2015

  NAPRA: núcleo de apoio à população ribeirinha da Amazônia
  
O  Núcleo  de Apoio  à População  Ribeirinha  da Amazônia  é  uma  organização  privada 
sem  fins  lucrativos  que  tem  a  missão  de  apoiar  as  comunidades  ribeirinhas  e promover a formação de estudantes e profissionais para ação comunitária no contexto amazônico. 
  As comunidades que apoiamos estão localizadas na zona rural do município de Porto Velho, ao  norte  do  Estado  de  Rondônia,  nas  proximidades  de  3  Unidades  de Conservação Federais  e  em  uma  extensão  de  aproximadamente  200  km  às  margens de  um  dos  mais importantes rios amazônicos – o Rio Madeira.
  Os membros e voluntários do NAPRA passam por um processo de formação sobre o contexto amazônico incluindo temas referentes à organização social, educação, cultura, saúde,saneamento  e  trabalho  na  floresta.  A  formação,  a  vivência  e  a  atuação baseiam­se  na participação social e na promoção do acesso a políticas públicas que proporcionem melhorias nas  condições  de  vida  das  comunidades  ribeirinhas,  com  ações  pautadas  na educação popular.
  Desta maneira, a organização propicia a vivência e o engajamento entre voluntários e ribeirinhos na busca por novos caminhos de desenvolvimento fundamentados na valorização da vida na floresta e de uma efetiva gestão participativa do território amazônico, respeitando a cultura e os saberes tradicionais de seus habitantes.
  Nosso  objetivo  é  possibilitar  novas  formas  de  ver  e  de  estar  no  mundo  através das trocas  e  experiências  vivenciadas,  tanto  no  processo  de  formação  em  São  Paulo como na atuação em Rondônia, e fazer com que os estudantes e profissionais que passam pelo NAPRA se tornem também multiplicadores da causa socioambiental em outras esferas de suas vidas. 
  Acreditamos que qualquer ação visando a conservação da floresta – seus rios, lagos, fauna e flora – deve ser desenvolvida em estreita parceria com as comunidades que a habitam, pois estas populações vivem de maneira integrada à floresta e dependem dela para sobreviver. 
  Os povos da Amazônia são os principais prejudicados pelo desmatamento e pela expansão de grandes  obras  de  desenvolvimento  na  região.  Apoiá-­las  para  continuarem  sendo efetivas guardiãs da Amazônia é o nosso grande objetivo.
desenho napra
www.napra.org.br

sexta-feira, 19 de junho de 2015

 Ribeirinhos substituem alimentação local mais saudável por fast food
A alimentação da população ribeirinha da Amazônia, historicamente baseada no consumo de peixes locais e nos produtos derivados da mandioca, vem sendo substituída por um cardápio com produtos enlatados. " Essas populações estão tendo acesso a uma maior variedade de produtos industrializados, que muitas vezes se enquadram dentro daqueles de uma alimentação tipo ' fast food' , nada saudável", alerta a pesquisadora Gabriela Bielefeld Nardoto, doutora em Ecologia Aplicada pela USP e professora da Universidade de Brasília (UnB).
  A mudança dos hábitos alimentares foi revelada por um estudo da pesquisadora e colegas do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e do seu Núcleo de Estudos e Pesquisas das Cidades na Amazônia Brasileira (Nepecab).
  A pesquisa tem o objetivo de determinar o quanto o padrão alimentar da população residente ao longo do rio Solimões está vinculada ao acesso à economia de mercado e ao processo de urbanização. Iniciado em 2002, e em fase de conclusão, o estudo baseou-se na coleta de unhas dos moradores dessa região e em entrevistas com roteiro semi-estruturado com o objetivo de avaliar a dieta das pessoas que cederam as amostras de unha.
  A pesquisadora disse que, de uma forma geral, a transição alimentar no Brasil está ocorrendo no sentido da urbanização do meio rural, isto é, a economia de consumo e a economia de excedente estão sendo substituídas pela economia de mercado, ocasionando, assim, mudanças socioculturais.
    

Ribeirinhos estão substituindo alimentação derivada de peixes e mandioca para cardápio mais industrializado.
                  Ribeirinhos estão substituindo alimentação derivada de peixes e mandioca para cardápio mais industrializado.
texto:isaúde.net
foto:Agência Brasil

Como pensam as pessoas de São Paulo





Para quem mora numa cidade grande como São Paulo, é um pouco difícil entender – ou aceitar – como a população ribeirinha vive. Durante seis meses cultivam mandioca e até criam gado às margens dos rios, mas passam toda a outra metade do ano em suas casas de palafita ou no único meio de transporte local – o barco – sem realmente “pisarem no chão”. Seus poucos bois e vacas ficam vivendo em pequenos cercados suspensos.
Hoje tive a oportunidade de ver essa realidade mais de perto. Num pequeno bote do Greenpeace percorremos o rio Juruá e, pela primeira vez desde que comecei a acompanhar a expedição, literalmente pisei na floresta amazônica – o que não acontece com freqüência com a tripulação, já que o navio normalmente é ancorado perto de cidades ou povoados. Difícil foi encontrar um local razoavelmente seco onde o bote pudesse parar para os jornalistas caminharem e fazerem suas reportagens – nessa época do ano 90% da região de mata fica inundada.
Permanecemos na floresta por quase uma hora. No local gravei uma entrevista em vídeo com um representante do Ibama e, quando fui revê-la, curiosamente o áudio estava muito baixo. A imponência da floresta fez com que, sem percebermos, começássemos a quase sussurrar, como se não tivéssemos o direito de perturbar a vida num local que não nos pertence.

Sobrevivência da população ribeirinha




A sobrevivência da população ribeirinha na várzea amazônica é sempre um ato de heroísmo e de aventura. Diante das imprevisões do nível de elevação das águas, que em certos anos provocam as “grandes cheias” e as “grandes secas”, os ribeirinhos permanecem atentos e sob grande expectativa durante os meses da enchente.
Tomam providências para enfrentar os perigos e dificuldades na medida em que eles vão se  apresentando, e conforme as condições que dispõem, no momento, para este enfrentamento. Para estas famílias de pequenos produtores, carentes de recursos tecnológicos e financeiros é ainda, difícil e impossível planejar, e mesmo sabendo que a cheia vem todos os anos....."estamos sempre apanhando”....”sempre passando aperreado na seca e na cheia”.
A cheia de 1999 foi uma “grande cheia”. A segunda maior do século segundo as estatísticas registradas. Na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá,na região do Médio Solimões, os níveis da água elevaram-se, em média, a 15 mts,excedendo em dois metros a última grande cheia, ocorrida em 1994. Como esta população ribeirinha enfrentou esta grande cheia?

População ribeirinha

O que é população ribeirinha?


As populações ribeirinhas, são povos que vivem nas beiras dos rios e geralmente são extremamente pobres e sofrem com as poluições dos rios (esgoto) e com os assoreamentos e a erosão. A comunidade ribeirinha da Amazônia vivem em casas de palafitas. As atividades desempenhadas são o artesanato e a agricultura, sabendo que a maioria das culturas e criações de animais são complementares à alimentação como caça, pesca e algum extrativismo vegetal.